A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Paulo Freire

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Relatório da Aula de Campo – Finanças

No dia 10 de maio de 2017, foi feita uma visita a Fundação Casa Grande, acompanhados pela professora orientadora Lucélia Muniz. Primeiramente visitamos o Memorial do Homem Kariri, que era uma casa, e até os dias atuais mantém esse formato, logo ao entrarmos observamos a sala do coração de Jesus que segundo nossos ancestrais é tradição manter essa sala, porque essa seria uma forma de proteção a casa e a família que nela habitava.

Logo após a sala de etnias que continha algumas imagens de indígenas de tribos diferentes, prosseguindo encontramos o corredor do arco, o qual recebia esse nome por ter uma porta em formato de um arco. Nessa parte estava localizado na parede um mapa com a localização dos geosítios mitológicos e geológicos da região do Cariri e ainda a sala de mitos e lendas como “A ponte encantada”, “O castelo encantado” entre diversos outros exemplos. Nesse local ao centro estavam duas urnas funerárias utilizadas pelos indígenas para o sepultamento de indígenas mortos.

Além da sala de artes rupestres que havia pinturas indígenas a sala de arte lítica da pedra que podia ser para fins domésticos ou ritualistas. Incluindo a dvteca que se dividia em três salas, a de contos e revistas infantis a de livros infanto-juvenis e a sala de estudos e pesquisas. E, até uma sala dedicada a estudos arqueológicos de peças encontradas em escavações realizadas pela fundação, para que possam ser datadas as épocas desses objetos e talvez façam parte do acervo da instituição.

Incluindo o teatro que é bastante conhecido pela exibição de peças, shows e filmes com temas diferentes, além de tudo há também um parquinho e a rádio comunitária, transmitida para todo o município de Nova Olinda, com funcionamento das 8:00 horas da manhã às 9:00 horas da noite, com uma programação de cerca de 3:00 horas.

“Visita ao Museu do Ciclo do Couro – Memorial Espedito Seleiro”
Nesse museu foi feita diversas observações de peças e objetos do artesão que é conhecido nacionalmente por sua arte. Espedito Veloso de Carvalho era seu nome, mas é mais conhecido como Espedito Seleiro, ele nasceu em uma sexta-feira, próximo ao meio-dia, em 29 de outubro de 1939, na fazenda Poço de Novilho, em Arneiroz, sertão do Inhamus cearense. Filho do seleiro de Nova Russas, Raimundo Pinto Carvalho e Maria Pastorara Veloso. Em 1947, com oito anos realizou seu primeiro trabalho como seleiro, fazendo de presente uma malinha de couro cru, que está exposta no museu para que sua mãe pudesse guardar suas joias. Veio morar em Nova Olinda com 11 anos de idade junto com toda a família, casou-se com 21 anos, com Francisca de Brito de Carvalho, e teve nove filhos. Em 1992 seu oficio passou a ser considerado uma forma de arte, foi nessa época que o artesão uniu o design do vaqueiro ao do cangaço, e ganhou o reconhecimento das passarelas da moda brasileira.

No museu que foi construído a pouco tempo está exposto alguns instrumentos que foram utilizados pelo artesão como facas e diversos outros. Com destaque para os prêmios conquistados por ele ao longo de sua carreira. Perto dali se encontra a oficina onde o mestre trabalha na fabricação de suas peças e em frente está sua loja, onde são vendidos, sandálias, bolsas, cadeiras, gibão que é utilizado pelos vaqueiros, carteiras entre diversas outras coisas.

Sabrina Mariano Batista da Silva
Finanças – 1ºB

João Lucas Sales Arraes
Digitação do texto

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