A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Paulo Freire

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dia Nacional de Combate ao Bullying – 07 de Abril

Neste Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, nossa mensagem é simples: é preciso ensinar os nossos alunos a respeitarem o jeito de cada um. E lembrar que brincadeiras só valem quando todos se divertem - e nunca quando acontecem à custa de outro.

Bullying é:
"É uma campanha, uma perseguição contra um alvo muito bem definido”, esclarece a psicóloga e psicopedagoga Nívea Maria de Carvalho Fabrício. Com mais de 38 anos de experiência no trato com alunos das mais variadas personalidades e histórias familiares, Nivea já viu de tudo um pouco. Tem, portanto, expertise de sobra para colocar os pingos nos iis em relação a um tema tão atual e afeito a provocar dúvidas. Em sua opinião, são nas escolas maiores, onde as relações ocorrem de modo impessoal e a capacidade de controle é menor em face do número de alunos, que as possibilidades de acontecer bullying crescem e causam apreensão. "Nessas escolas, existem hoje três grupos de alunos, os nerds, os populares e os bobos - já ouvi muita criança dizer que não pode ser nerd ou "CDF", caso contrário, não será querida da classe", Nivea descreve. "Os bobos? Não se misturam com o resto dos alunos". 

Apesar da gravidade do problema, Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, faz questão de alertar que o bullying é muito sensível à intervenção das autoridades - no caso da escola, dos professores, supervisores e mesmo diretores. "Mas é preciso que a comunidade escolar se envolva como um todo para combater essa violência de modo a reduzir efetivamente o número e a gravidade dos casos", adianta Birgit.

Atualmente, o PLC 68/2013, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em território nacional, está à espera da sanção presidencial. Aprovado pelo Senado no mês passado, voltou à Câmara dos Deputados, já que sofreu alterações na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O projeto poderá dar bases para ações de prevenção e combate do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais.

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