A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Paulo Freire

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Dia Nacional do Livro Didático é comemorado em 27 de Fevereiro

Governo Federal é responsável pela compra e distribuição de livros para a educação básica desde 1985
As primeiras publicações do gênero surgiram no Brasil após a chegada da família real portuguesa. Tendência para o futuro é a digitalização das obras
 
O livro didático é de grande importância para o aprendizado dos alunos. Possivelmente, é um dos primeiros contatos dos jovens com a leitura, além de contribuir para ajudar o professor a traçar estratégias de ensino. O Dia Nacional do Livro Didático é comemorado em 27 de fevereiro e a professora Circe Bittencourt, doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), conta um pouco da trajetória deste tipo de publicação no Brasil.
 “Com a chegada da família real portuguesa, em 1808, foi fundada a imprensa régia, desde então começaram a circular livros, inclusive didáticos. As primeiras obras desse gênero são traduções para a Escola Militar. Com a Independência do Brasil, em 1822, entram em vigorar as primeiras leis de educação. Com isso a produção de livros didáticos aumenta, inclusive por editoras particulares, notadamente francesas. O problema é que não tinha papel, então os livros eram impressos no exterior, para baratear o processo”, explica a professora.
No final do século XIX, Circe conta que houve um crescimento das escolas e os livros didáticos passaram por uma fase de nacionalização. “Temos o início da produção da literatura infantil, inspirada em lendas brasileiras populares. Começam a ser produzidos também livros de história e geografia do Brasil. A partir de 1920, com a inauguração das primeiras indústrias de papel, em São Paulo, inicia-se a fabricação nacional de livros didáticos. Temos então a criação das primeiras editoras voltadas para essas obras, como Melhoramentos, Companhia Editora Nacional, FTD...”.
O governo de Getúlio Vargas trouxe várias mudanças para o país, inclusive para a educação. Em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde. Em 1938, foi criada a Comissão Nacional do Livro Didático. Na década de 1940, tanto o ensino secundário quanto o universitário passaram por reformas. Tudo isso fez aumentar o número de estudantes e a circulação de livros didáticos.
“O Estado só controlava, na verdade, os livros de Educação Moral e Cívica. Com a criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 1985, o governo assumiu a compra e a distribuição dos livros. O PNLD é uma política necessária.  (...)
Mas, em um mundo cada vez mais dominado pelas novas tecnologias, qual será o futuro do livro didático? O Ministério da Educação (MEC) planeja digitalizar o material didático, ou seja, será o fim das mochilas pesadas cheias de livros: é possível que o conteúdo caiba em um simples tablet. Antonio Luiz Rios, presidente do Instituto Pró-Livro, explica que o mercado para este tipo de obra é maduro e deve realmente acompanhar as novas tendências.
“O livro didático é fundamental para orientar professores e alunos no processo de ensino/aprendizagem. O autor tenta idealizar o melhor caminho para facilitar a transmissão de conhecimento para o aluno. O crescimento do mercado está diretamente relacionado ao crescimento populacional das crianças e jovens. Os métodos pedagógicos podem mudar, os livros em papel podem desaparecer, mas o livro didático continuará existindo, ainda que no formato digital”, completa.

FONTE: Rede Globo

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