“Eu sei quem eu sou e quem posso ser, se eu desejar”. Miguel de Cervantes

domingo, 10 de dezembro de 2017

Palestra GÊNERO E INCLUSÃO NO AMBIENTE EDUCACIONAL com a Profª Mestra Tayane Silva

Na quinta-feira (07) foi realizado no auditório da EEEP Wellington Belém de Figueiredo a Palestra - GÊNERO E INCLUSÃO NO AMBIENTE EDUCACIONAL com a Profª Mestra Tayane Silva – tendo como público os alunos das turmas dos 1º anos.
A Profª Tayane começou fazendo uma diferença entre IDEOLOGIA e GÊNERO. Afirmou que Ideologia e gênero são conceitos. Logo, conceito é noção, concepção, ideia ou representação geral abstrata de uma realidade, produzida por intelectuais. Portanto, uma unidade de conhecimento científico, portadora de significado: diz o que uma coisa e/ou como funciona. Daí a importância da alfabetização conceitual, concluiu.
Na ocasião fez uma reflexão: “Estão dizendo por aí que existe uma tal de “ideologia de gênero”, que é algo ruim e que por isso deve ser proibido. Há até legisladores, propondo leis sem torna-se conhecedores de tais assuntos”, afirmou a Professora Tayane Silva.
De acordo com as informações socializadas na Palestra:
A “ideologia de gênero” surge como uma reação conservadora, que alia grupos conservadores, religiosos, cristãos, evangélicos, para denunciar uma suposta ideologia de gênero. Tal pensamento busca recuperar o espaço que a igreja perdeu ao longo do tempo. Conter o avanço de políticas que garantam a ampliação dos direitos das mulheres, pessoas não heterossexuais. (Re)naturalizar o conceito de família.

Mas afinal, O que é gênero?
O conceito de gênero vem sendo elaborado pela teoria feminista desde os anos de 1970, visando desnaturalizar as diferenças e denunciar as desigualdades de sexo. Propõe que a causa da desigualdade é social, cultural e não biológica, natural. As relações de gênero são relações de poder. Gênero não é sexo! Sexo, sexualidade, gênero, identidade de gênero e orientação sexual são conceitos distintos. Gênero é tanto identidade individual quanto social. Em síntese: sexo (macho/fêmea) não determina gênero (masculino/feminino). Opor-se ao binarismo (homem/mulher) os gêneros são múltiplos, instáveis e fluidos, discursivos. 

Gênero corresponde aos processos individuais, sociais, institucionais, nunca finalizados. Os papeis sociais vão se constituindo como masculino e feminino em meio a cultura e às relações de poder. As diferenças não são simplesmente dadas pela natureza, mas produzidas pela cultura.

Se liga! Qual o problema afinal?
O problema consiste em acreditarmos que os homens são potencialmente violentos. Que as mulheres são naturalmente “amélias”, incapazes, escravas sexuais e domésticas. Que falar sobre gênero é opor-se a família heterossexual. O problema reside em negar a diversidade.
E agora, qual será a solução?
Gênero atravessa as relações escolares e deve interessar a educadores, alunos e demais membros da sociedade civil. É preciso estudar e entender gênero, sua construção e suas implicações para o desenvolvimento humano e para a vida coletiva. É preciso repensar as imposições postas pela sociedade. É preciso romper com a cultura do ódio.

O estudo de gênero não busca modificar a sexualidade de ninguém. Discutir gênero é respeitar as diferenças. Discutir gênero é falar sobre feminicídio; É falar sobre violência doméstica. É falar sobre homofobia. É falar sobre preconceito.
PRECISAMOS FALAR DE GÊNERO, pois enquanto nos calamos pessoas estão sendo mortas, torturadas fisicamente e psicologicamente! Não existe neutralidade. Ou você está do lado do oprimido ou dos opressores! As discussões sobre gênero ficam e seu preconceito sai!
TODOS JUNTO POR UMA CULTURA DA PAZ!

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